[Intro]
Céus de fogo, sombras do tempo caem
O Dragão Cereste acorda, o crepúsculo já sabe o seu nome
[Verse 1]
Dourado ancestral, olhos que veem o que foi e o que será
Comanda o tempo como quem fio de ouro entre as eras
Reescreve histórias, desfaz as ruínas, molda o nascer do dia
Mas o peso da memória pesa mais que qualquer poder que ele tenha
[Chorus]
Cereste, senhor das correntes do tempo, onde o passado respira
Tenta apagar o vazio, encontra apenas o eco do que não pode ser
Mesmo com o fogo que dobra o destino, ele sente a fenda do infinito
Alart segura o silêncio, lembrando de que tudo retorna ao nada
[Verse 2]
Civilizações tremem sob o toque do seu chrono-sopro
Ele negocia com segundos como quem barganha pela carne de um mundo
Mas o vazio eterno de Alart não teme a coroa dourada
É o emudecer do espaço, o fim que não se pode voar
[Chorus]
Cereste, senhor das correntes do tempo, onde o passado respira
Tenta apagar o vazio, encontra apenas o eco do que não pode ser
Mesmo com o fogo que dobra o destino, ele sente a fenda do infinito
Alart segura o silêncio, lembrando de que tudo retorna ao nada
[Bridge]
No ponto entre o quando e o para sempre, o dragão ouve o vazio
Um acordo impossível: poder sem propósito diante da ausência
[Chorus]
Cereste, senhor das correntes do tempo, onde o passado respira
Tenta apagar o vazio, encontra apenas o eco do que não pode ser
Mesmo com o fogo que dobra o destino, ele sente a fenda do infinito
Alart segura o silêncio, lembrando de que tudo retorna ao nada
[Outro]
E o tempo se curva, e o dragão aprende a não vencer o nada, apenas honrar o fim