Li Mei sempre foi feita de silêncio e aço,
caminhava firme como quem nunca pode errar.
Carregava no olhar batalhas invisíveis,
segredos que o vento não ousava tocar.
Daphne era o contrário de tudo isso,
riso solto dançando à beira-mar,
cabelos ao vento, pés na areia,
coração aberto pronto pra amar.
Quando Li Mei viu Daphne pela primeira vez,
o mundo pareceu perder o som.
A guerreira que nunca temeu nada
sentiu o peito fugir do controle então.
Daphne olhou para Li Mei sem medo,
como quem enxerga além da armadura.
Viu ternura escondida na força,
viu amor na postura dura.
E Li Mei, que sempre foi muralha,
sentiu o chão desaparecer.
Porque no sorriso doce de Daphne
havia um lugar seguro para viver.
Li Mei encontrou paz no olhar de Daphne,
como se a guerra tivesse chegado ao fim.
Daphne encontrou abrigo nos braços de Li Mei,
como se o mundo fosse apenas assim.
Entre a espada e as ondas do mar,
entre a coragem e o verão,
Li Mei e Daphne se descobriram
no mesmo compasso do coração.
Daphne tocou o rosto de Li Mei
com a delicadeza de quem entende o silêncio.
E naquele instante tão pequeno
nasceu um amor imenso.
Li Mei deixou cair seus medos
dentro daquele abraço quente.
E Daphne segurou firme sua mão,
prometendo amar para sempre.
Se o mundo tentar separar,
Li Mei será força e proteção.
Se a noite escurecer demais,
Daphne será luz e direção.
Porque Li Mei aprendeu com Daphne
que amar não é fraqueza, é poder.
E Daphne aprendeu com Li Mei
que o amor também sabe proteger.