Peguei no bloco, virei o jogo, acendi o fogo no fosso do esgoto
Onde o rap é um monstro travado num feto de asfalto roto
Tu queres peso? Eu corto o pescoço do verso com um osso
De um boss que se acha deus mas não passa de um cão leproso
Escrevo com sangue na ponta da faca que rasga a túnica
A minha lírica é tática, sísmica, clínica, única!
Não há clínica que cure o vírus que habita na minha espinha
Enquanto a tua trupe chucha na teta da rainha
Eu trago a peçonha, a vergonha que o sistema oculta
Cada linha é um soco na cara de quem nos insulta
Tu és um boneco de palco, um palhaço sem piada
Que rima três palavras e acha que é o rei da manada!
Mete na mente: o meu subsolo não tem elevador
És só um fã mascarado à procura de um salvador
Eu esmago o teu verso com o peso de um tanque blindado
Enquanto tu choras num canto por teres o ego picado
Isto é hardcore puro, escuro, sem filtro, sem rede
Um tiro certeiro na testa de quem passa a sede
Por isso cala a boca, escuta o mestre a falar
O M.C. Ésquilo veio para a tua cena assaltar!