[Intro]
Ao lado do tempo, eu fico a observar
Bordas do “e se?” começam a brilhar
Um portal sutil abre o passado alternativo
E eu, em silêncio, entro sem fazer barulho
[Verse 1]
Eu penso na minha outra vida, tão perto do ser que eu sou
Cada passo ecoa de um jeito que o presente não tem
Decisões que deixei para trás, como cartas sem destino
O caminho lá fora parece suave, porém estranho
[Pre-Chorus]
Curioso, eu alongo a mão para outro eu que poderia ter sido
O peso da decisão me pende entre o real e o que poderia ter dito
[Chorus]
Se eu tivesse escolhido outra rota, quem eu seria agora?
Se o passado me aceitasse, iria eu aceitar o dia que ficou para trás?
A melancolia dança no meu peito, sussurrando o que não vivi
E o caminho que não percorri guarda um brilho que não some
[Verse 2]
Vejo a cidade de lá, menos rugosa, mais suspiro e dor
Cada escolha é um rascunho de quem eu poderia ter sido
Sinto a curiosidade latejar, como uma porta que se recusa a fechar
Mas a saudade do que não foi me prende no meu próprio chão
[Pre-Chorus]
Eu respiro devagar, temo tocar o que não me pertence
O “e se?” é vento que leva meus nomes aos seus parenteses
[Chorus]
Se eu tivesse escolhido outra rota, quem eu seria agora?
Se o passado me aceitasse, iria eu aceitar o dia que ficou para trás?
A melancolia dança no meu peito, sussurrando o que não vivi
E o caminho que não percorri guarda um brilho que não some
[Bridge]
Talvez a beleza seja justamente o peso do quase
O que não foi torna mais sensível o quase-vivo
[Chorus]
Se eu tivesse escolhido outra rota, quem eu seria agora?
Se o passado me aceitasse, iria eu aceitar o dia que ficou para trás?
A melancolia dança no meu peito, sussurrando o que não vivi
E o caminho que não percorri guarda um brilho que não some
[Outro]
Volto ao meu tempo, com o mapa das possibilidades na mão
Carrego o quase, e o que ainda pode surgir no coração