[Intro]
Cidade acesa, medo na margem, o计impo vem sem pedir licença
Chão rachado, passos de ferro, olhos frios na engrenagem
[Verse 1]
Ele sobe no palanque, sorriso que congela, fala de ordem
Mas o mapa dele só aponta pra fome que ele não conhece
Quem paga a conta são os que sangram a cada manhã
Extorção velada, promessas de pão que nunca chegam
[Pre-Chorus]
Quem cala, consente; quem grita, é visto como inimigo
Mas o coração da Lua não dorme, ele sabe ouvir o pequeno
[Chorus]
Pouco a pouco a força se ergue, não vão nos dobrar
Somos ferro no fogo, vamos resistir, vamos lutar
Entre manchetes falsas e risos de poder, a verdade é sagrada
A gente não desiste, a gente se levanta, de frente à nada
[Verse 2]
Ideias distorcidas brilham como ouro enganoso
Prometem futuro brilhante, cobrem com cinza o que é humano
Carregam a culpa, frios como aço, mensageiros de mais dor
Mas a memória é arma, o povo não esquece o que sofreu
[Pre-Chorus]
Quem cala, consente; quem grita, é visto como inimigo
Mas o coração da Lua não dorme, ele sabe ouvir o pequeno
[Chorus]
Pouco a pouco a força se ergue, não vão nos dobrar
Somos ferro no fogo, vamos resistir, vamos lutar
Entre manchetes falsas e risos de poder, a verdade é sagrada
A gente não desiste, a gente se levanta, de frente à nada
[Bridge]
Eles falam em ordem, mas a ordem é o medo que eles criam
Nós falamos com coragem, em cada esquina que nos aproxima
Voz que não se cala, mão que não se entrega
A resistência é o mesmo sonho que ainda nos sustenta
[Chorus]
Pouco a pouco a força se ergue, não vão nos dobrar
Somos ferro no fogo, vamos resistir, vamos lutar
Entre manchetes falsas e risos de poder, a verdade é sagrada
A gente não desiste, a gente se levanta, de frente à nada
[Outro]
Mesmo quando a cidade parece ficar muda
A resistência respira fundo e o futuro não se vende