[Intro]
Os muros respiram, Cariata acorda e se transforma
Luz nas esquinas, fumaça de pão quente que anunciam o dia
[Verse 1]
Passeio pela praça que não é mais só minha memória
Letras de parede cintilam como vaga-lumes de uma história antiga
Os sinos da fonte choram lembranças de risos que já vão longe
Mas o chão ainda guarda passos que reconheço, quase um mapa
[Pre-Chorus]
Entre vitrines que brilham demais e uma banca que ainda cheira a café
Eu espero encontrar onde o tempo pode caber sem me esmagar
[Chorus]
Cariata, quem passou por você deixou pegadas de chuva e luz
Eu busco meu lugar na dobra da sua rua que muda, mas me conduz
Se o hoje se desfaz, que reste o chão onde respirei teu ar
Cariata, eu volto a te buscar, devagar, sem abandonar o olhar
[Verse 2]
Encontro um rosto antigo na fila do noodle bar, risos tadios de domingo
As mãos se reconhecem antes de falar, o silêncio diz que o amor não se perde
Lembro do aroma de alho na brasa, da praça vazia na madrugada fria
E a multidão passa, cada qual com sua pressa, eu também aprendo a ficar
[Pre-Chorus]
Entre concreto que cresce e um barulho de metrô que insiste em chegar
Eu anoto nos bolsos a esperança de que é possível caber de novo
[Chorus]
Cariata, quem passou por você deixou pegadas de chuva e luz
Eu busco meu lugar na dobra da sua rua que muda, mas me conduz
Se o hoje se desfaz, que reste o chão onde respirei teu ar
Cariata, eu volto a te buscar, devagar, sem abandonar o olhar
[Bridge]
Luzes que mudam de tom, sabores que chegam sem avisar
É tropeço e acerto, é memória que insiste em voltar
[Chorus]
Cariata, quem passou por você deixou pegadas de chuva e luz
Eu busco meu lugar na dobra da sua rua que muda, mas me conduz
Se o hoje se desfaz, que reste o chão onde respirei teu ar
Cariata, eu volto a te buscar, devagar, sem abandonar o olhar
[Outro]
E quando a cidade respira de novo, eu fico, olho, espero, tento entender
Que o tempo ensina a aprender a ficar, mesmo que tudo queira me levar