Verse]
O chão que eu pisava sumiu no horizonte cinza
Deixei para trás as janelas que viram meu berço
O vento sopra um adeus que corta o peito nu
Carrego o peso de um mundo que se desfez em pó
[Verse]
O peito acelera num compasso de puro assombro
Olhares estranhos cruzam o meu caminho incerto
A sombra do medo persegue cada passo dado
Onde era abrigo agora é só memória e frio
[Chorus]
A fuga é um mar que não tem mais margem
O amanhã é um vulto que se esconde na neblina
Longe da terra que guardava o meu nome
Sou apenas um rastro na palma do destino
[Verse]
No vestiário o silêncio ecoa paredes brancas
Onde o suor da luta encontra a pausa forçada
Encaro o espelho e não vejo quem eu era antes
A pele estranha o toque desse tecido novo
[Verse]
Troco a roupa mas a alma continua em chamas
As paredes apertam o grito que não ousa sair
Cada dobra do pano esconde uma cicatriz aberta
A identidade se perde entre cabides e sombras
[Pre-Chorus]
O tremor nas mãos revela a fragilidade do agora
O coração bate forte contra as grades do peito
Onde quer que eu vá levo o exílio comigo
[Chorus]
A fuga é um mar que não tem mais margem
O amanhã é um vulto que se esconde na neblina
Longe da terra que guardava o meu nome
Sou apenas um rastro na palma do destino
[Chorus]
A fuga é um mar que não tem mais margem
O amanhã é um vulto que se esconde na neblina
Longe da terra que guardava o meu nome
Sou apenas um rastro na palma do destino
[Outro]