*(Verso 1)*
Já fui silêncio por medo de falar,
já me escondi pra não incomodar.
Carreguei tudo sem saber dividir,
aprendi cedo a sentir sem pedir.
*(Verso 2)*
Fui ficando mais longe do que senti,
menos dos outros, mais perto de mim.
Nem tudo o que perdi foi em vão,
houve força a nascer na contramão.
*(Refrão)*
Hoje eu sei — não tenho de provar,
nem correr pra alguém me aceitar.
Se for amor, há de vir sem pesar,
sem me pedir pra deixar de ser quem sou.
*(Ponte)*
E se ainda houver medo em mim,
já não me prende como antes prendia.
Porque cair também fez parte
de quem hoje eu sou… e do que viria.
*(Final)*
Não sou o mesmo — e ainda bem,
cresci no meio do que não correu bem.
E entre o que fui e o que ainda vou ser…
aprendi, finalmente, a não me perder.