Intro:
É o som que vem do concreto…
CJP, mais um dia de luta…
Verso 1:
Na viela estreita, o sol nasce diferente
Ilumina o corre de quem vive na corrente
Olhar desconfiado, mente sempre alerta
Aqui a esperança às vezes anda meio incerta
Barraco de madeira, sonho de alvenaria
Mãe faz milagre com o pouco do dia
Criança brinca, mas já entende cedo
Que o mundo lá fora também mete medo
Sirene corta o silêncio da madrugada
Mais uma história que não vira nada
No jornal é só mais um número frio
Mas aqui tinha nome, tinha riso, tinha tio
Refrão:
Favela CJP, onde a vida ensina
Entre o certo e errado a linha é tão fina
Quem nasce aqui aprende a resistir
Cair mil vezes, mas sempre insistir
Favela CJP, pode acreditar
Tem sofrimento, mas também tem lar
No meio do caos ainda existe amor
Flor que cresce no meio da dor
Verso 2:
O moleque sonha em ser jogador
Ou cantor pra tirar a família da dor
Mas o sistema fecha várias portas
E abre outras que cobram contas tortas
Amigo de infância virou lembrança
Se perdeu no caminho sem ter esperança
E eu sigo escrevendo, tentando mudar
Usando a caneta pra não me calar
Aqui cada esquina tem uma lição
Ou te fortalece ou leva pro chão
Mas quem sobrevive carrega no peito
A força de um povo que não aceita o desfeito
Ponte:
Não é só notícia, não é só estatística
É vida real, é dor que não simplifica
Respeita quem luta, quem nunca desistiu
CJP é raiz, é Brasil