*(Verso 1)*
Eu não falo muito, eu guardo,
sou do tipo que pensa calado,
que escreve mais do que diz.
Se eu demoro a responder,
não é falta de querer,
é só medo de não ser feliz.
Já mandei áudios que apaguei,
já senti mais do que mostrei,
já confiei em quem partiu.
Hoje escolho o meu silêncio,
não é falta de sentimento,
é só o que a vida me ensinou a ser.
*(Refrão)*
Não é defeito, é defesa,
cada cicatriz tem uma certeza.
Se eu me afasto, não é desprezo,
é só o meu coração com medo.
Chamam estranho, eu sei bem,
mas ninguém viveu o que eu passei também.
Se eu mudei, foi pra não cair,
foi assim que eu aprendi a existir.
*(Verso 2)*
Não preciso de muita gente,
já me bastou o suficiente
pra saber quem não ficou.
Hoje escolho quem me toca,
quem não entra e não provoca
o caos que já me sobrou.
Dizem “abre mais o peito”,
mas ninguém sabe o jeito
de juntar o que partiu.
E eu até queria tentar,
mas custa voltar a acreditar
quando tudo já caiu.
*(Refrão)*
Não é defeito, é defesa,
cada cicatriz tem uma certeza.
Se eu me afasto, não é desprezo,
é só o meu coração com medo.
Chamam estranho, eu sei bem,
mas ninguém viveu o que eu passei também.
Se eu mudei, foi pra não cair,
foi assim que eu aprendi a existir.
*(Ponte)*
E se um dia alguém ficar,
sem pressa de me mudar,
talvez eu deixe ver…
que por trás desse silêncio,
ainda existe sentimento
com vontade de viver.
*(Refrão Final)*
Não é defeito, é defesa,
sou feito de dor e de beleza.
Se eu me guardo, é pra não quebrar,
mas ainda sei amar.
Chamam estranho — tudo bem,
eu sei exatamente quem eu sou também.
E no meio de tudo que perdi…
eu ainda não desisti de mim.