[Intro]
Sussurros verdes, brisa que passa devagar
Entre folhas caiadas de orvalho a brilhar
[Verse 1]
Joaninhas na floresta, tiny lanterns on a green stage
Caminham entre fungos-murenos, histórias pequenas de coragem
Veias de galho, olhos de orvalho, o mundo cabe numa teia
Cada pinta de vermelho é sol que se atreve a nascer da teia alheia
[Pre-Chorus]
O chão respira sotaques de madeira e terra úmida
O céu parece um guarda-chuva de nuvens contidas
[Chorus]
Ah, a floresta sabe o tempo em seu silêncio de seda
Ah, há um mapa azul nas asas que não precisa de pernas
Ah, curiosidade acende brilho em cada cantinho escondido
Ah, a beleza simples vive entre folhas, fungos e rios de vidro
[Verse 2]
Pequenos vilarejos de pólen, casas de cogumelo e limo
Comunidade de insetos que dança com o vento quase sozinho
Eles observam o mundo inteiro de uma só gota de orvalho
E o brilho de cada ponto vermelho faz o verde parecer novo
[Pre-Chorus]
Sussurros de micélio desenham passagens de luz
O casulo do silêncio guarda segredos do chão e do céu
[Chorus]
Ah, a floresta sabe o tempo em seu silêncio de seda
Ah, há um mapa azul nas asas que não precisa de pernas
Ah, curiosidade acende brilho em cada cantinho escondido
Ah, a beleza simples vive entre folhas, fungos e rios de vidro
[Bridge]
Entre fungos-folha, um rio de respirações pequenas
Um mundo em miniatura que cabe dentro de um suspiro de vento
[Chorus]
Ah, a floresta sabe o tempo em seu silêncio de seda
Ah, há um mapa azul nas asas que não precisa de pernas
Ah, curiosidade acende brilho em cada cantinho escondido
Ah, a beleza simples vive entre folhas, fungos e rios de vidro
[Outro]
Dormem as joaninhas, sob o manto de uma tarde serena
A vida acontece em passos miúdos, onde tudo começa novamente