[Verso 1]
Não te peço que me entendas.
Peço só que me sintas.
Porque há coisas
que nunca aprenderam a viver dentro das palavras.
A vida ensinou-me
que nem toda a distância separa.
Às vezes...
é ela que alinha as coordenadas.
Talvez nunca tenhas reparado,
mas todas as vezes que cresceste...
afastaste-te de quem já não cabia na tua frequência.
[Pré]
Não foi o tempo...
foste tu.
Não foi o mundo...
foi a forma como começaste a olhar para ele.
[Refrão]
Se um dia me encontrares,
não me perguntes por onde andei.
Pergunta antes
quem tive de deixar de ser
para conseguir chegar aqui.
Se estiveres na mesma frequência,
não vais reconhecer a minha voz.
Vais reconhecer a paz.
[Verso 2]
Há pessoas
que entram na tua vida para fazer barulho.
E há outras...
que chegam
e organizam o caos sem dizer uma palavra.
Nunca confundas intensidade
com profundidade.
O mar mais fundo...
raramente faz ondas.
Se tiver de acontecer,
não corras.
O que nasce da verdade
nunca chega atrasado.
[Ponte]
Não procuro quem me admire.
Procuro quem consiga olhar para mim
sem interromper o silêncio que Deus construiu cá dentro.
Porque há ligações
que não precisam de promessas.
Só precisam
da mesma frequência.
[Final]
E se algum dia duvidares de ti...
Não procures sinais.
Torna-te alguém
que os sinais procurem.
Improváveis frequênciais.