(Intro – melódico)
Yeah…
Na banda a vida não perdoa, meu mano…
É fé em Deus e olho aberto, sempre.
(Verso 1)
Cresci na banda, chão quente, mente fria,
Onde o sorriso engana mais que a mentira.
Mãe diz “volta cedo”, mas a noite é vazia,
Rua chama alto, testa a nossa disciplina.
Bué de falsos a dizer “tamo junto”,
Quando a cena aperta, somem num segundo.
Aqui respeito não se compra com assunto,
Ou tens postura firme, ou viras defunto.
Vi puto virar kota sem viver a juventude,
Arma no bolso, trauma vira atitude.
Na banda o silêncio é sinal de virtude,
Quem fala demais não passa da madrugada, rude.
(Refrão – melódico)
Na banda aprendi a viver desconfiado,
Coração fechado, olhar calibrado.
Bué de sonho morto, bué mano enterrado,
Mas eu sigo firme, mesmo magoado.
Na banda, yeah, a vida é assim,
Ou sobes com fé ou cais no fim.
Drill melódico, dor dentro de mim,
Sobrevivi onde poucos dizem “vim”.
(Verso 2)
Não é fama, é fuga da miséria,
Quero tirar a mãe dessa vida séria.
Bué de inveja ronda tipo bactéria,
Sorriso falso é a pior matéria.
Os kotas falam: “filho, cuidado com a rua”,
Mas a rua alimenta quando a casa tá nua.
Vi irmão virar cobra por nota crua,
Aqui o amor morre quando a fome atua.
Cresci com pouco, mas a mente é grande,
Sonho pesado, mesmo quando ninguém entende.
Se eu cair hoje, que Deus me levante,
Porque na banda só os fortes aguentam o ande.
(Ponte – cantada)
Se eu fechar os olhos vejo quem partiu,
Bué de rosto some, o tempo engoliu.
Prometi pra mim que eu não vou cair,
A rua tenta, mas não vai me consumir.
(Refrão – melódico)
Na banda aprendi a viver desconfiado,
Coração fechado, olhar calibrado.
Bué de sonho morto, bué mano enterrado,
Mas eu sigo firme, mesmo magoado.
Na banda, yeah, a vida é assim,
Ou sobes com fé ou cais no fim.
Drill melódico, dor dentro de mim,
Sobrevivi onde poucos dizem “vim”.
(Outro – suave)
Ainda tô na luta, passo lento, mente sã,
Não devo nada à rua, só respeito e amanhã.
Drill melódico da banda, sem drama nem fã…
Só verdade crua