[intro]
(Atabaque. Semba. Azul do mar.)
Onde o norte encontra o sul
Onde o povo se encontrou
TIPOZHIN
EDVERSO
[verso 1]
Baía aberta pro mundo, braços pro Atlântico
Marginal respira, pôr do sol romântico
Kimbundo na boca, português no olhar
Luanda é mistura, é saber se encontrar
Da ilha do Cabo à Corimba, gente que chega
Musseque pulsa, candongueiro que navega
Zungueira no asfalto, roboteiro a lutar
A cidade é feira, é feira de se encontrar
[refrão]
Luanda capital, ponto de encontro de irmão
Do norte trouxeram kikongo, do sul umbundu no coração
Ginguba na mão, dendê no fogão
Luanda é soma, é abraço, é nação
[verso 2]
Mercado São Paulo, cor, cheiro e voz
Benfica artesanato, memória de nós
Kuduro na rua, semba no quintal
Rebita na praça, ginga que é natural
Do Cuanza Sul vieram os A-nvundi Hepo
Os Kibala atravessaram, trouxeram o berço
Muxima reza, musseques acolhem
Luanda é a casa que todos escolhem
[ponte]
Quem chega de Benguela traz calulu no dendê
Quem vem do Uíge traz jinguba com fé
Do Zaire o kikongo, do Bié o som
Luanda é o rio onde todos têm dom
[verso 3]
Miradouro da Lua, luar que contempla
Talatona moderna, Kilamba que tenta
Mas o coração bate no musseque, na rua
Na quitandeira que acorda com a lua
Pescador na ilha, peixe fresco na brasa
Mufete na calçada, amizade em casa
Funje com moamba, banana assada no chão
Luanda tempera o sangue, cura a solidão
[refrão]
Luanda capital, ponto de encontro de irmão
Do norte trouxeram kikongo, do sul umbundu no coração
Ginguba na mão, dendê no fogão
Luanda é soma, é abraço, é nação
[saída]
Aqui o sul encontra o norte
O leste encontra o mar
Luanda é o grito da cultura
Que nunca vai parar
(Atabaque. Semba. Mar. Gente.)
EDVERSO
TIPOZHIN