Eu crio e destruo, recomeço e desperto
O tempo decifrado, o buraco negro aberto
Onde o vazio ecoa, a matéria ganha voz
Tudo faz sentido, mas nada é o que parece para nós
O dia é ilusório, as regras são correntes
Quem dita não segue, apenas cresce entre os crentes
O medo é a arma que manipula a razão
Alimenta o silêncio e governa a multidão
O véu foi rasgado...
O universo se abriu...
Mundos são guiados...
Sem que ninguém perceba o fio...
Quem vai ouvir o som dos sinos?
Quem vai quebrar os velhos hinos?
Gritar! Lutar! Fazer ruir!
As muralhas que nos fazem desistir!
Quem vai ouvir o som dos sinos?
Rasgando o céu dos desatinos!
A luz não vai se esconder!
É questão de tempo até tudo ceder!
A vida aplaude quem segue o roteiro
Um caminho previsível, seguro e costumeiro
Nada novo, nada livre, nada revolucionário
O plano segue intacto, frio e necessário
A presa é mansa, obediente e controlada
Enquanto a verdade permanece acorrentada
Mas existe uma faísca sob a escuridão
Esperando o instante
O véu foi rasgado...
O universo se abriu...
Mundos são guiados...
Sem que ninguém perceba o fio...
A faísca desperta, o silêncio treme
Eles veem o tempo se dobrar, o sonho se atrever
A verdade finalmente respira, o mundo acorda
E a chama não se apaga, mesmo que tente o poder