[Intro]
Rua molhada de chuva, a cidade respira silêncio
Eu sigo o rastro dos passos que não voltam mais
Ouço o perfume ainda pairando entre as paredes
Memória em névoa que não sabe onde ficar
[Verse 1]
Rosas mortas na janela, o vermelho desbotado do que fomos
Perfume ainda percorre a pele, mas não devolve o que perdemos
Lábios pretos manchando o copo, marcas de uma noite sem fim
E a dor, que virou poesia, escreve em minha pele o que ficou pra trás
[Chorus]
Saudade sombria, vem devagar, me prende no vão entre o agora e o já
Memórias que assombram cada canto da casa que não existe mais
Desejo e perda duelam no meu peito, cidade inteira parece um boletim de dor
E eu danço com as sombras, tentando encontrar o que restou de nós
[Verse 2]
O lugar chamado casa evaporou, pilares frios, memórias sem teto
O teto que era abrigo hoje é ruína de um sonho que não volta
Nos corredores, risos desbotados ecoam como passos de quem se foi
E eu limo a dor na caneta, escrevendo versos que não sabem onde vão
[Pre-Chorus]
O silêncio fala alto: ficou o cheiro, ficou a chuva, ficou você
Entre o desejo que arde e a perda que não some, eu ainda estou aqui
[Chorus]
Saudade sombria, vem devagar, me prende no vão entre o agora e o já
Memórias que assombram cada canto da casa que não existe mais
Desejo e perda duelam no meu peito, cidade inteira parece um boletim de dor
E eu danço com as sombras, tentando encontrar o que restou de nós
[Bridge]
Se o retorno fosse possível, voltaria apenas para dissolver o tempo
Mas o tempo não volta, fica o gosto do que não era mais meu
[Chorus]
Saudade sombria, vem devagar, me prende no vão entre o agora e o já
Memórias que assombram cada canto da casa que não existe mais
Desejo e perda duelam no meu peito, cidade inteira parece um boletim de dor
E eu danço com as sombras, tentando encontrar o que restou de nós
[Outro]
Na cidade que não existe, continuo a nascer de lembranças, outra vez, outra vez
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