[Intro]
Entre a sombra e a luz, eu me perco, quase invisível
[Verse 1]
Acordo no quarto onde a chuva conversa comigo
Meu nome sussurra no ar, mas ninguém olha pra cá
Julgo existir alguém que me vê, mas é só lembrança vazia
O peso do vazio me puxa, eu respiro sem ser notado
[Pre-Chorus]
Quase hoje, quase amanhã, eu me guardo do mundo
Fico olhando pra dentro, onde o segredo é meu refúgio
[Chorus]
Quiçá amanhã me nomeiem pelo que sou
Quiçá amanhã a presença me alcance de novo
Eu quero ser visto, não só suportado pela chuva
Tudo o que sou fica aquém do que o mundo vê
[Verse 2]
O riso dos outros atravessa a sala como vento frio
Eu finjo que não existe, para que o amor não me encontre
A mente corre, como chuva que não cansa de caer
Ainda assim, o corpo permanece aqui, preso no eco do silêncio
[Pre-Chorus]
Quiçá amanhã, quem sabe, alguém reconhece meu rosto
Entre o olho do mundo e a minha sombra, eu sigo andando
[Chorus]
Quiçá amanhã me nomeiem pelo que sou
Quiçá amanhã a presença me alcance de novo
Eu quero ser visto, não apenas suportado pela chuva
Tudo o que sou fica aquém do que o mundo vê
[Bridge]
O ritual é simples: respirar, esperar, consentir no vazio
Ninguém pode ver o que já não se esconde mais dentro de mim
[Chorus]
Quiçá amanhã me nomeiem pelo que sou
Quiçá amanhã a presença me alcance de novo
Eu quero ser visto, não só suportado pela chuva
E hoje permaneço entre silêncio e existência, até que venha a luz
[Outro]
Se amanhã chegar, que seja com meu rosto inteiro; até lá, continuo aqui
A chuva consola e me empurra, até que eu possa enfim existir