Luz vermelha pisca, esquina não dorme Aqui todo mundo vende alguma coisa, até o nome Perfume caro escondendo o vazio Sorriso treinado, coração frio Salto alto pisa em sonho quebrado Cada nota paga um pedaço do passado Não pergunta história, só o valor Relógio corre mais rápido que o amor Magnata entra calado, olhar predador Nesse jogo ninguém é salvador Ela vende ilusão, ele compra poder Dois perdidos fingindo não sofrer Dinheiro sujo, lençol branco Tudo limpo por fora, alma em pranto Champanhe estoura, consciência não Aqui prazer é transação Refrão: Noites vendidas, corpos em vitrine Cidade grande cria esse crime Sem juiz, sem Deus, sem redenção Prostituição é lei na escuridão Ela aprende cedo a não sentir Ele aprende cedo a consumir Quando o sol nascer, sobra o quê? Só mais uma noite pra esquecer Verso 2: Contrato é verbal, respeito nenhum Quem manda é o cash, sentimento é comum Ela manda áudio dizendo “tá tudo bem” Mas por dentro grita cem vezes amém Magnata sabe que isso cobra juros Cada prazer constrói muros Mais dinheiro, menos verdade Luxo comprando falsa liberdade Final: Não tem herói nesse cenário Só sobrevivente diário Na selva urbana, sem perdão Sexo vira produto, produto vira prisão