[Intro]
Vento de pólvora, a cidade em silêncio
Corações em fila, passos que não têm licença
[Verse 1]
O amanhecer traz sirenes, sombras no chão
Gritos distantes que viram prece no coração
Homens e mulheres, sonhos que a guerra levou
Mas a esperança ainda dança onde o medo estacionou
[Chorus]
Que a paz encontre o solo onde a dor cresceu
Que o mundo escute o clamor que a gente repetiu
Que as vozes se unam, o silêncio se abriu
E a vida renasça do chão que a guerra feriu
[Verse 2]
Cartas sem resposta, relógios que não voltam
Ruas, mirradas lembranças do que deixaram
Crianças desenham futuros que não existirão
Se a bravura não escolher outra direção
[Chorus]
Que a paz encontre o solo onde a dor cresceu
Que o mundo escute o clamor que a gente repetiu
Que as vozes se unam, o silêncio se abriu
E a vida renasça do chão que a guerra feriu
[Bridge]
Se cada lágrima for ponte para o amanhã
Se cada ferida for ponte para a paz
Podemos construir de mãos dadas a manhã
Sem fogo, sem fronteiras, sem mais jurar o cais
[Chorus]
Que a paz encontre o solo onde a dor cresceu
Que o mundo escute o clamor que a gente repetiu
Que as vozes se unam, o silêncio se abriu
E a vida renasça do chão que a guerra feriu
[Outro]
Que a lembrança guie o caminho para o novo nascer
Onde o riso de uma criança possa florescer
A cada canto, uma chance de refazer
O mapa do mundo que a guerra fez romper