[Verso 1]
Eu penso, repenso, dispenso o silêncio,
Desfaço o que faço, refaço o começo,
Te vejo, revejo, desejo e não nego,
Mas nego o que sinto porque ainda te espero.
Meu medo me mede, me impede, me prende,
Minha mente mente quando a saudade entende,
Que quanto mais tento deixar de lembrar,
Mais lembro que tento tentar te deixar.
[Pré-refrão]
E eu corro, recorro, retorno pro mesmo lugar,
Me escondo, me encontro no som do teu olhar,
Se digo “não quero”, meu peito diz “quero”,
Se digo “esqueci”, lembro tudo de novo.
[Refrão]
Eu quero, não quero, te quero, me nego,
Me entrego, me perco, me pego no medo,
Eu sinto, ressinto, pressinto o fim,
Mas quanto mais fujo, mais volto pra mim.
Eu falo, desfalo, refaço o que falei,
Te apago, te acho, te penso outra vez,
E entre o que eu sinto e o que eu sei,
Eu sei que te sinto, mas não sei o que sei.
[Verso 2]
Se a saudade é cidade, eu moro distante,
Se o tempo é corrente, eu sigo constante,
Correndo contra o tempo que corre de mim,
Tentando entender onde começa o fim.
Eu junto os pedaços do pouco que resta,
Desfaço promessas que ainda me atravessam,
E quanto mais tento te tirar da cabeça,
Mais minha cabeça inventa que você não me esqueça.
[Pré-refrão]
Eu penso, repenso, e penso demais,
Procuro respostas nas coisas banais,
Se o coração cala, a memória confessa:
O que a boca esquece, a saudade começa.
[Refrão]
Eu quero, não quero, te quero, me nego,
Me entrego, me perco, me pego no medo,
Eu sinto, ressinto, pressinto o fim,
Mas quanto mais fujo, mais volto pra mim.
Eu falo, desfalo, refaço o que falei,
Te apago, te acho, te penso outra vez,
E entre o que eu sinto e o que eu sei,
Eu sei que te sinto, mas não sei o que sei.
[Ponte]
Talvez seja tarde, talvez seja cedo,
Talvez seja amor, talvez só seja medo,
Talvez eu te queira, talvez queira esquecer,
Talvez o problema seja ainda querer.
E se eu te perder por tentar te esquecer,
Vou ter que aprender a perder sem perder
A parte de mim que ficou por aí,