[Intro]
Cenas de sombra, o chão treme, o mundo desce devagar
No ar, o cheiro de ferrugem, promessas que não vão passar
[Verse 1]
Cai a torre do orgulho, o vidro faz música fatal
Vozes sussurram em volta, um pacto na sombra, ritual
Olhos que já não veem bem, apenas o brilho de poder
No frio do aço, alguém decide mergulhar no poder do sofrer
[Pre-Chorus]
Desesperança envolve, como véu de neblina a se fechar
Cada passo é escolha entre a razão e o pesar
[Chorus]
O novo rei é o silêncio que cresce no peito
O feito é quebrado e o preço é o jeito
Corrompido pelo fogo antigo, quem governa sabe o segredo
Somos sombras que assinam o destino, sem jeito
[Verse 2]
Pelas ruínas surgem palavras que ferem sem tocar
Confrontos nasce o eco de um juramento a naufragar
Quem prometeu proteção agora nega o próprio rosto
A força antiga ri, vestida de medo e gosto
[Pre-Chorus]
Desespero nos olhos, o chão parece abrir
O pacto se fecha, difícil é resistir
[Chorus]
O novo rei é o silêncio que cresce no peito
O feito é quebrado e o preço é o jeito
Corrompido pelo fogo antigo, quem governa sabe o segredo
Somos sombras que assinam o destino, sem jeito
[Bridge]
Subitamente o surreal vem por trás da parede: olhos de cidade antiga, jardas de metal
Uma mão estendida oferece poder, mas traz o poço de certeza que tudo é mal
[Chorus]
O novo rei é o silêncio que cresce no peito
O feito é quebrado e o preço é o jeito
Corrompido pelo fogo antigo, quem governa sabe o segredo
Somos sombras que assinam o destino, sem jeito
[Outro]
E no final, a aparição sussurra: a força que cede é a força que perdura
O pacto se desfaz na madrugada, restando apenas a fissura