O sol nasce em Nampula, o zinco começa a ferver,
No mercado é a luta, correria pra comer.
Em Pemba, o mar brilha, mas a vida é no aperto,
Entre o medo e a esperança, o destino é incerto.
Em Quelimane, a bike corta o lodo e a poeira,
E em Lichinga, o frio testa a gente a vida inteira.
O preço do pão sobe, o político ignora,
Mas a periferia não se cala e nem chora.
(Refrão)
Nampula no chapa, Pemba com o peixe no ar,
Quelimane na chuva, Lichinga a nos desafiar.
É o matabicho, o biscato, o suor no rosto,
Mas a alma é rica, irmano, custe o que custar.
(Final)
Longe do mapa, mas dentro do peito,
O povo moçambicano exige respeito.
A luta continua!