Eu vi o medo sentado no trono
Vestido em ouro e devoção
Vendendo promessas aos cegos
Comprando silêncio da multidão
Eu vi o tempo sendo escrito
Pelas mãos de quem nunca sangrou
Enquanto a verdade, acorrentada
Nas sombras se refugiou
Mas existe fogo sob a cinza
Existe vida sob o chão
Uma força antiga esperando
O momento da explosão
E cada voz que foi calada
Cada sonho que morreu
É uma tempestade crescendo
Por trás de cada véu
Você consegue ouvir?
O som se aproximando...
Você consegue sentir?
O mundo se rachando...
EU SOU A CENTELHA!
QUE INCENDEIA A ESCURIDÃO!
EU SOU O GRITO!
QUE ROMPE A PRISÃO!
NÃO HÁ CORRENTES!
QUE POSSAM ME PARAR!
É SÓ QUESTÃO DE TEMPO...
ATÉ TUDO DESMORONAR!
Eles disseram para baixar os olhos
Para aceitar e obedecer
Mas toda alma nasce livre
E nasceu para renascer
Os sinos tocam à distância
Chamando quem quer despertar
Não existe força neste mundo
Que consiga a luz apagar
Eu vejo os muros tremendo...
Eu vejo as máscaras cair...
Eu vejo o medo fugindo...
Eu vejo o novo surgir...
EU SOU A CENTELHA!
QUE INCENDEIA A ESCURIDÃO!
EU SOU O TROVÃO!
QUE ABALA A SOLIDÃO!
NÃO HÁ IMPÉRIO!
QUE POSSA ME CALAR!
É SÓ QUESTÃO DE TEMPO...
ATÉ TUDO...
ATÉ TUDO...
DESMORONAR!
"Desmoronar..."