[intro]
(Brisa do Atlântico. Semba ao longe.)
Depois da voz
Vem o grito
TIPOZHIN
EDVERSO
[verso 1]
Ondas beijando a areia morena
Baía Azul, água que acena
Falésias guardam segredos do mar
Benguela me ensina a respirar
Pôr do sol em ouro, céu se despedindo
Morena na praia, o vento florindo
Pescador volta com rede e com fé
O mar dá o peixe, a terra dá o dendê
[refrão]
Grito do Sul, Benguela me chama
Cultura viva, axé que não se acaba
Gastronomia que abraça a alma
No sabor do mar, encontro minha calma
[verso 2]
Calulu de peixe, dendê no caco
Moamba de galinha, funje que é abraço
Camarão grelhado na brasa do chão
Receita de avó, tradição no fogão
Quiabo, ginguba, cheiro de quintal
Cada prato é história, cada história é real
Mercado que pulsa, cor, voz e mão
Benguela tempera meu coração
[ponte]
Igreja do Pópulo, séculos de pé
Arqueologia guarda o que foi e o que é
Curibecas, escravatura, memória que dói
Mas o povo levanta, canta e depois
[verso 3]
Rebita na rua, semba no pé
Música que embala, liberdade que é
Cine Kalunga, arte que reviu
O passado e o futuro no mesmo fio
Baía dos Elefantes, Pássaros no ar
Caminho de ferro, trem a passar
Do Lobito à serra, o sul é um só
Benguela é berço, é força, é pó
[refrão]
Grito do Sul, Benguela me chama
Cultura viva, axé que não se acaba
Gastronomia que abraça a alma
No sabor do mar, encontro minha calma
[saída]
Vento leva a voz
Pro mar de Benguela
Diz que o sul existe
Que a cultura é vela
Navegando sempre
Contra a maré que vem
Grito do Sul ecoa
Benguela, meu bem
(Brisa. Semba. Mar.)
EDVERSO
TIPOZHIN