Nasci do choro que nunca secou
Da primeira dor que o vazio guardou
Minha mãe chorou e o mundo afogou
Eu sou a lágrima que nunca parou
Sete reinos nasceram da minha solidão
Sete feridas abertas no fundo do chão
Mares de fogo onde a raiva se forja
Mares de lama onde a verdade se molha
Eu vi meus filhos afundarem no escuro
Eu vi minhas preces virarem muro
Velas negras navegam sem nunca chegar
E eu no abismo sem conseguir salvar
CORRENTES ME CHAMAM
CORRENTES ME LEVAM
SOU O REI DO FUNDO
ONDE AS LUZES SE ENTERRAM
MEU TRONO É SILÊNCIO
MEU CANTO É SAL
SOU PROUFOUND
O ÚLTIMO VAGAL
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Os mortos sussurram nos corais do meu peito
Cada naufrágio é um verso desfeito
Minha coroa é feita de ossos e mágoa
Meus rios são feitos de sal e de água
Eu quis ser pai, fui correnteza
Eu quis ser luz, fui tristeza
Meus filhos me chamam de ausência
Eu respondo com silêncio e doença
O Lamento de Skylla ainda arde na mão
Cada flecha que atiro fura meu coração
Morbelus dorme no fundo do nada
E eu velo sozinho essa madrugada fria e salgada
CORRENTES ME CHAMAM
CORRENTES ME LEVAM
SOU O REI DO FUNDO
ONDE AS LUZES SE ENTERRAM
MEU TRONO É SILÊNCIO
MEU CANTO É SAL
SOU PROUFOUND
O ÚLTIMO VAGAL
E quando perguntam por que nunca subo
Por que não ando onde a luz pousa
Eu mostro as marés que carrego no sangue
Eu mostro a coroa que é feita de chaga
O céu tem Heksas, a terra tem Tyfhir
Mas o fundo do mar... só eu sei sentir
Sou a primeira lágrima, sou a última voz
Sou Proufound
O abismo em nós