[Intro]
No beco do tempo, a cidade respira e me observa
Calçado na verdade, eu vou junto a cada curva que me reserva
[Verse 1]
Caminho na calçada quente, cheio de silêncio que fala alto
Grafite na parede, relato de guerra, sonho com salto
Não é glamour, é luta diária, fé que não se desmonta
Ruas me modelaram, sou vidro que não quebra, sou fumaça que respira e volta
Tentam me colocar em fronteira, eu pulo, desarmo a corrente fraca
Com um 9 a cada verso, digo que meu bolso é mapa da praça
[Pre-Chorus]
Sigo o compasso da sirene, o tempo não espera meu passo
Se tropeço, levanto rápido, sigo onde o coração traça o compasso
[Chorus]
Então eu sigo, sem pedir permissão, na trilha que a cidade desenha
Meu orgulho é meu escudo, minha história é minha chama que não se apaga
Resiliência na voz, eu falo alto pra ninguém ficar na dobra
Sou filho da rua, meu sonho não fica na gaveta, ele me flutua e me propaga
[Verse 2]
O cacto da memória atravessa meu peito, eu ainda floresço na lama
Sou vendedor de esperança na esquina, minha verdade não se cala
Cada passo, uma conta de temperança, cada rima, uma janela
Vejo o mundo em retas tortas, ainda assim minha estrela revela
Desço a ladeira com a cabeça erguida, ninguém derruba minha base
Construo meu reino com palavras afiadas, minha coragem não se desfaz
[Pre-Chorus]
Sigo o compasso da sirene, o tempo não espera meu passo
Se tropeço, levanto rápido, sigo onde o coração traça o compasso
[Chorus]
Então eu sigo, sem pedir permissão, na trilha que a cidade desenha
Meu orgulho é meu escudo, minha história é minha chama que não se apaga
Resiliência na voz, eu falo alto pra ninguém ficar na dobra
Sou filho da rua, meu sonho não fica na gaveta, ele me flutua e me propaga
[Bridge]
Cantei minha dor pra não me afogar, cada linha salva quem sou
Na cadência do dia a dia, minha coragem é a nota que voou
[Chorus]
Então eu sigo, sem pedir permissão, na trilha que a cidade desenha
Meu orgulho é meu escudo, minha história é minha chama que não se apaga
Resiliência na voz, eu falo alto pra ninguém ficar na dobra
Sou filho da rua, meu sonho não fica na gaveta, ele me flutua e me propaga
[Outro]
Fecha a porta do medo, abre a janela da vida, deixa a brisa entrar
A rua não me venceu, eu componho meu caminho, começo, meio e final para continuar