Ya, eu sei, às vezes sou fechado,
cabeça a mil, coração lixado.
Falo pouco, penso bué,
já vi merda que ninguém vê.
Não confio à toa, já me tramaram,
sorrisos falsos, já me enganaram.
Agora ando mais na minha, tranquilo,
mas se eu sinto… mano, eu sinto a sério, sem estilo.
Tou cá, firme, mesmo meio perdido,
já caí, levantei, nunca desisti de mim, acredita nisso.
Chamam-me estranho? então baza, deixa estar,
que eu prefiro ser assim do que viver a fingir só pra agradar.
Não preciso de muitos, só dos reais,
os que ficam quando a vida vai pra trás.
Amor? ya… ainda acredito,
mesmo com medo, não desisto.
Mas não venhas com tretas nem jogo sujo,
que eu já tou vacinado, não me iludo.
Se vier alguém, que venha pra ficar,
não é pra brincar… é pra somar.
E no meio desta cena toda, eu aprendi:
ser eu já é luta — e eu venci.