[Intro]
(Som de martelo de juiz batendo três vezes... Eco profundo)
Check! Um, dois... É o Terror Squad na sintonia.
A voz de Casa Amarela captando o sinal da Capital.
Quando o Ministro admite, o povo já sabia.
A justiça tá em crise? A gente sente isso todo dia.
Pega a visão, Ministro Fachin!
[Verse 1]
Dezessete de abril, a verdade foi dita no peito do nosso povo,
Vozes da periferia que não cabem mais no silêncio sem rosto.
O concreto treme, os muros de mármore cedem sob o peso do grito,
O veredito da crise está quente, queimando a sala do poder.
A massa respira em compasso de boom bap pesado,
Cada linha é faca de verdade cravada no coração cansado.
Fachin, a pauta é a vida que não cabe na pauta oficial,
É a fome, é o sonho, é a luta que não para, é essencial.
[Pre-Chorus]
O topo da pirâmide admite a rachadura, não é segredo,
A prova tá na rua, o chão fala alto, não há segredo.
[Chorus]
O Veredito da Crise, papo de ministro, mas a praça fala mais alto,
O grito atravessa paredes, Brasília treme no compasso do asfalto.
É justiça que dança com a dor, é responsabilidade que não cala,
Na mesma voz, o morro responde: existe vida que não se iguala.
[Verse 2]
Periferia consciente, olhos na manchete que não mente,
A cada linha, uma história que o STF parece entender lentamente.
Quem paga o preço? Quem aguenta a barra quando o futuro está em dúvida?
É o jovem que sonha, é a mãe que corre com a criança na mão cansada.
O timbre é firme, o silêncio cede ao grave que pulsa no peito,
E o ministro sabe: o país não se subsidia no papel, se faz no peito.
[Bridge]
Não é discurso, é veracidade que coloca o mundo em eixo,
O veredito não salva sozinho, é pacto com o povo e com o começo.
[Chorus]
O Veredito da Crise, papo de ministro, mas a praça fala mais alto,
O grito atravessa paredes, Brasília treme no compasso do asfalto.
É justiça que dança com a dor, é responsabilidade que não cala,
Na mesma voz, o morro responde: existe vida que não se iguala.
[Outro]
O martelo cala, o som continua: seguimos na linha do real,
Terror Squad na sintonia, a rua não dorme, não se rende, não se cala.