[Intro]
O peso do silêncio cai sobre dois nomes que se cruzam na sombra.
[Verse 1]
Eu tentei esconder o passado, maquiar a chama que me traiu,
Paguei com as memórias que insistem em retornar.
Fingi ser o herói que nunca falha, até que a máscara ruiu,
E o mundo escolheu ver apenas a escuridão que eu não quis revelar.
[Verse 2]
Você também carregou o peso da culpa, sem espaço pra respirar,
Prometeu mudar o rumo, mas a mentira ganhou coragem.
Sonhos sumiram como areia entre os dedos, sem alívio,
E eu me tentei perder de vez, no labirinto do próprio fingimento.
[Chorus]
Ninguém deve saber o verdadeiro motivo, ninguém vê,
Se a figura central se tornou vilã, foi por você que aconteceu.
Quem julga o coração que ficou pra trás não sabe ouvir,
O peso da solidão é meu, mesmo que o mundo me descarte.
[Verse 3]
Perdi tudo que chamava de chão, a cada segredo exposto,
A mentira venceu a verdade, eu me desviei do meu próprio eu.
Mas a verdade salta entre as frestas: o vilão nasceu por tua mão,
A culpa não cai apenas em mim, mas também no teu destino.
[Verse 4]
Quero sacrifício, desejo que o fardo te atravesse também,
Que o olhar dos outros pese menos sobre quem soube resistir.
E quando olharmos pra frente, a conclusão me cerca outra vez:
Mesmo parecendo perdido, a razão aponta para você, destinatário(a).
[Chorus]
Ninguém deve saber o verdadeiro motivo, ninguém vê,
Se a figura central se tornou vilã, foi por você que aconteceu.
Quem julga o coração que ficou pra trás não sabe ouvir,
O peso da solidão é meu, mesmo que o mundo me descarte.
[Bridge]
Se eu desabar, que seja de verdade, que a culpa seja dividida ao céu,
Que a justiça aceite que o passado não cabe em uma só voz.
[Outro]
Mesmo sem tudo ao meu redor, ainda cabe a razão de quem ficou para trás: você.