[Intro]
Dança de estrelas na floresta a brilhar,
Oitavo ano em festa, a quadrilha a encantar.
Coração de cidade, alma de tapajós,
Mistério no capim, encanto que nos compôs.
[Verse 1]
Vem a ronda dos pares, a praça a iluminar,
Cada dupla entra em cena, pronto a encantar.
Emelly e seu segredo da Matinta Pereira,
Entre risos e assombro, a noite inteira espera.
[Verse 2]
Kaylane surge com o rugir da onça pintada,
Traços de coragem, beleza bem coroada.
A floresta sussurra lendas ao vento,
Enquanto a multidão vibra, num só pensamento.
[Chorus]
Oh! Celebra o amazônico orgulho,
Roda o tambor, o encanto é marco e brilho.
Missas do tempo, vozes em coro,
Histórias que nascem do coração do rio.
[Verse 3]
Eloíse entra na pajelança cabocla,
Verde da mata, sabedoria que sobressaia.
Cantos antigos guiam as mãos da dança,
Guardando o saber que a floresta abraça e ampara.
[Verse 4]
Ohana vem com a lenda da cobra grande,
Serpente que vigia a água distante.
Ritual de presença, respeito e segredo,
Nos olhos do povo, o espírito ligado ao medo.
[Chorus]
Oh! Celebra o amazônico orgulho,
Roda o tambor, o encanto é marco e brilho.
Missas do tempo, vozes em coro,
Histórias que nascem do coração do rio.
[Verse 5]
Quatro pares na linha, quatro pares no salão,
Apresentam-se com graça, tradições no coração.
Cada rosto uma história, cada gesto uma lei,
Do coração da floresta ao brilho da cidade.
[Bridge]
Mistério que envolve o mato, magia que não se vê,
Entre fitas coloridas o segredo há de nascer.
Respeito às lendas, orgulho regional,
Amazônia em festa, sem igual festival.
[Verse 6]
A quadrilha canta o orgulho do amanhã,
Enquanto a noite veste o caeté com marfim.
Oitavo ano unido, lendas a dançar,
Celebrando a floresta que nos fez sonhar.
[Outro]
Quando o tambor chamar, vamos todos dizer sim,
A história é nossa, seguimos com carinho assim.
Matinta, onça, pajelança e cobra a guiar,
No coração da floresta, vamos juntos celebrar.