(Intro )
Toda noite...
Eu sei que vou ligar...
Não consigo parar...
(Verso 1)
Meia-noite bateu, teu nome na tela
Você já sabe o que vem, fecha a janela
Eu tô batendo na porta com o pau na mão
Tu abre de robe, só coração? Não
Tu abre de lingerie, já sabe o ritual
Vício é foda, cê é meu mal
Te jogo na cama, nem bom dia eu dei
Porque puta que pariu, como eu te fodei
Ontem foi três vezes, hoje vai ser quatro
Teu corpo me chama igual crack no mato
Eu tentei outras, juro, tentei fugir
Mas nenhuma outra buceta me faz tão gemer, tão sentir
(Refrão)
Vício, cê é meu vício
Sem teu cheiro eu não durmo, nem início
Vício, cê é meu vício
Todo dia eu volto, mesmo sabendo do precipício
Vício, não tem cura, não tem tratamento
É teu corpo no meu, é teu gemido lento
Vício, eu tentei, mas não adianta
Cê é a droga que minha alma aguanta
(Verso 2)
Segunda, terça, quarta, quinta
Teu corpo é a única coisa que me extingue a tinta
Sexta, sábado, domingo também
Se não for contigo, não fico com ninguém
Tu já tentou sumir, bloquear, fugir
Mas três dias depois eu tô aí pra te possuir
Porque vício não é escolha, é necessidade
E tu é a única que me traz essa vontade
Teu suor na minha boca, teu gosto na língua
Tu de quatro gemendo, eu gozando na íngua
Vicia, vicia, não tem como parar
Se tu é o crack, eu sou o traficante a te entregar
(Ponte)
E quando acaba, tu deita no meu peito
Respira ofegante, me pergunta "que jeito?"
Que jeito que a gente se solta, se larga?
Se até o vício da gente é uma carta de carta?
Não tem resposta, só tem a foda
Enquanto durar, a gente se esgota
E quando acabar, amanhã tem mais
Vício não tem fim, só tem paz atrás
(Refrão Final)
Vício, cê é meu vício
Sem teu cheiro eu não durmo, nem início
Vício, cê é meu vício
Todo dia eu volto, mesmo sabendo do precipício
Vício, não tem cura, não tem tratamento
É teu corpo no meu, é teu gemido lento
Vício, eu tentei, mas não adianta
Cê é a droga que minha alma aguanta
(Outro)
Agora dorme...
Que amanhã tem mais...
TIPOZHIN