[Intro]
Sexta- tarde, o vento morno toca o salão de barro
O velho violão acorda, dança simples no nosso quintal
[Verse 1]
Na varanda de terra, ele puxa a primeira nota
Memórias do tempo inteiro, cada corda é uma porta
A luz dourada desenha sombras de uma vida serena
E o mundo parece ficar quieto, quase em canção plena
[Pre-Chorus]
O cheiro de milho no ar, o sorriso que não se apaga
Histórias que o tempo guarda, na pele que ainda embala
[Chorus]
Roda a estrada poeira, agradeço ao silêncio que ama
A cada acorde feito de calma, a alma que não reclama
A brisa quente me lembra que sonhos resistem à fadiga
Caminho pela varanda da vida, sob a lua que me abriga
[Verse 2]
O velho músico sorri com o mundo perdido em tom terroso
Dedilha memórias largas, como campos que o pôr-do-sol escolhe
Gotas de chuva antiga na madeira, memórias que não morrem
A serenidade do campo, onde a coragem ainda perdoa
[Pre-Chorus]
O vento sussurra histórias de casa e de estrada
A cada silêncio ouvido, a esperança é a mais velha balade
[Chorus]
Roda a estrada poeira, agradeço ao silêncio que ama
A cada acorde feito de calma, a alma que não reclama
A brisa quente me lembra que sonhos resistem à fadiga
Caminho pela varanda da vida, sob a lua que me abriga
[Bridge]
E se a noite chegar, o violão guarda o segredo
Que sereno é o destino que o coração escolheu
[Chorus]
Roda a estrada poeira, agradeço ao silêncio que ama
A cada acorde feito de calma, a alma que não reclama
A brisa quente me lembra que sonhos resistem à fadiga
Caminho pela varanda da vida, sob a lua que me abriga
[Outro]
Silêncio que ensina, vento que consola, fim de tarde em paz