[Verse 1 – Soft, fragile voice]
Mãe… tem café?
Sua voz disse: “Não…”
E o vazio da cozinha
Pesou no meu coração.
A manhã nasceu em silêncio,
Sem cor, sem calor,
Como folhas caindo sozinhas
Sem abraço, sem amor.
[Pre-Chorus – Strings slowly building]
Na xícara vazia eu vejo
Um reflexo sem direção,
Um gosto amargo que prende
E aperta a respiração…
[Chorus – Emotional, strong strings + erhu harmony]
Vou transformar o universo
Num céu de choro e solidão,
Onde vozes se perdem na noite
Pedindo compaixão.
Rangem os dentes no escuro,
Chamando por salvação,
Vida amarga como café sem açúcar,
Escura como meu coração.
[Instrumental Break – 12s]
(Erhu solo com resposta de violinos. Guzheng suave ao fundo. Dizi entra com melodia triste.)
[Verse 2 – More emotional]
O vento passa pela porta
Como um lamento ancestral,
Leva meus sonhos embora
Num inverno emocional.
Se o dia começa sem doçura,
Sem abraço, sem calor,
O mundo inteiro parece
Aprender o que é dor.
[Bridge – Very soft, almost whisper]
Talvez eu só quisesse colo…
Talvez eu só quisesse ficar…
Num mundo menos amargo
Pra poder respirar…
(Orchestral swell slowly rising)
[Final Chorus – Very emotional, full orchestra]
Eu quis transformar o universo
Num mar de lamentação,
Mas só queria um pouco de açúcar
Pra adoçar meu coração.
Que a vida não seja tão amarga,
Que exista perdão…
Mesmo que o café seja forte…
Que ainda exista amor na imensidão…
[Outro – 20s fade out]
(Erhu solo final, violinos sustentando nota longa, sino chinês distante. Piano termina com acorde menor suave.)