[Intro]
Sinto o lume do dia na chaleira que assobia, a cidade acorda devagar
[Verse 1]
Rodeio a casa como quem cuida de um jardim, cada prato brilhando, cada pano no céu da manhã
A lista de tarefas vira orquestra: cortar pão, dobrar a memória, contar as batidas do tempo
No zumbido da máquina, encontro silêncio: gratidão no peso do cuidado
[Pre-Chorus]
Pequenas vitórias que brilham na regularidade, eu sorrio para o simples
[Chorus]
A beleza mora na rotina que eu percebo devagar
Transformo o comum em um brinde ao viver
Cada tarefa é um motivo para agradecer
A vida se revela nos detalhes que passam sem pressa
[Verse 2]
Regando as plantas, lembro dos amigos que germinam em meu peito
Espelho reflete a minha calma, eu aceito o agora como ele veio
Cozinhar é benção que se come em cada ferver, cada risada ao redor da mesa
O tempo dança devagar quando o coração sabe apreciar
[Pre-Chorus]
Pequenas vitórias que brilham na regularidade, eu sorrio para o simples
[Chorus]
A beleza mora na rotina que eu percebo devagar
Transformo o comum em um brinde ao viver
Cada tarefa é um motivo para agradecer
A vida se revela nos detalhes que passam sem pressa
[Bridge]
Se a pressa bater, eu respiro: o mundo cabe nos minutos que eu escolho
Reparo no cheiro de sol na madeira velha, no som da xícara que se despedilha
[Chorus]
A beleza mora na rotina que eu percebo devagar
Transformo o comum em um brinde ao viver
Cada tarefa é um motivo para agradecer
A vida se revela nos detalhes que passam sem pressa
[Outro]
E quando a noite cai, eu agradeço pelo dia vivido nos gestos simples
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