[Intro]
Entre mensagens e memórias, o tempo fez a ponte, mas não o afeto.
O silêncio cresceu onde as palavras tinham abrigo.
[Verse 1]
Falavam com cuidado, sem beijos nem abraços, apenas ideias que cintilavam.
Risos em texto, promessas de futuros planos, tudo leve como o vento da manhã.
Mas o mundo girou demais e as vozes ficaram cansadas de esperar.
A distância abriu espaço para mal-entendidos se insinuarem entre as frases.
[Pre-Chorus]
Alguém começou a namorar, e o mapa de confidências mudou de direção.
O antigo diálogo foi lembrado por terceiros, e o peso começou a pesar.
[Chorus]
Cobraram o que não foi dito, rastros de culpa sem culpa real.
Palavras carregadas de raiva, orgulho a erguer muralhas.
O silêncio ganhou a sala, e o nome no celular parecia um segredo fatal.
[Verse 2]
As noites viraram debates acalorados, acusações que cortam como vidro.
Mensagens que queimam a linha tênue entre justiça e raiva, sem retorno.
Segredos emergem como sombras, o peso da culpa não reconhecida.
O coração insiste em lembrar o que não deveria mais lembrar.
[Pre-Chorus]
Cada resposta era uma faísca, cada silêncio, um buraco na história.
Entre as telas, o orgulho foi o juiz da queda.
[Chorus]
Cobraram o que não foi dito, rastros de culpa sem culpa real.
Palavras carregadas de raiva, orgulho a erguer muralhas.
O silêncio ganhou a sala, e o nome no celular parecia um segredo fatal.
[Bridge]
E o clímax chegou: dois lados diante de um espelho de acusações.
Língua afiada, promessas quebradas, a verdade vestida de cinza.
O orgulho domina, o tempo congela e o mundo parece ouvir só uma voz.
[Chorus]
Cobraram o que não foi dito, rastros de culpa sem culpa real.
Palavras carregadas de raiva, orgulho a erguer muralhas.
O silêncio fecha a porta, o nome gravado no celular ainda brilha no escuro.
[Outro]
Sob o peso do que ficou, o verde da esperança fica bem lá atrás,
Guardado no brilho frio da tela, o nome que ninguém consegue apagar.