[Intro]
No bar do dito Belini, a cidade murmura baixinho
Lá no balcão, o tempo se estica e o copo fica quentinho
[Verse 1]
Chega a noite, as taças brilhando como constelação
Histórias cruzam o ar, de cada gole nasce uma canção
Entre risos e ecos de passos, eu encontro meu lugar
No ritmo suave do vidro, começo a respirar devagar
[Pre-Chorus]
A vida passa na faixa do neon, mas eu fico por aqui
Cada gole me lembra quem eu sou, me deixa ouvir
[Chorus]
Vamos brindar, ao acaso que nos quer bem
Entre amigos, promessas que o tempo não desfez
No bar do Belini, sorrindo para o que vem
A esperança cintila nos copos que acendem o céu
[Verse 2]
Carteiras, cartas, memórias que se misturam no ar
Quem chega brinda o passado, quem fica oferece o cantar
O som da vitrola embala histórias que não morrem nunca
E a cidade respira devagar, quando a noite se aconchega
[Pre-Chorus]
Se a solidão aparecer, que entre o riso eu a afaste
O bar é meu refúgio breve, minha casa em cada parte
[Chorus]
Vamos brindar, ao acaso que nos quer bem
Entre amigos, promessas que o tempo não desfez
No bar do Belini, sorrindo para o que vem
A esperança cintila nos copos que acendem o céu
[Bridge]
Se a madrugada insistir, eu sigo até o último gole
Que o brilho do balcão lave a pressa do mundo inteiro
[Outro]
E quando a porta abrir de manhã, eu volto a lembrar
Do bar do Belini, onde pude enfim, me encontrar