Eu já fiquei menor do que eu sou, para caber no orgulho de alguém.
Já segurei palavras na garganta pra não virar refém.
Já duvidei da minha própria sombra.
Quando a luz quase se apagou, foi no escuro que eu aprendi, que o silêncio me formou.
Eu já implorei atenção para quem nunca me enxergou.
Já esperei reconhecimento de quem nunca me honrou.
Eles riam na mesa do bar enquanto eu passava.
Fui o resto da sobra que ninguém notava.
Trataram-me como uma sombra, como um erro qualquer.
Pensavam que eu seria só o que a vontade deles queriam.
Chamaram-me de pouco, olharam-me de cima, mas quem anda no deserto não tem medo desse clima. Mas se antes eu me calava, era pra entender que um homem de verdade aprende a não se vender.
Eu sei o meu valor.
Eu não peço espaço, eu conquisto.
Não baixo a minha cabeça, nem faço negócios naquilo em que acredito.
Eu sei o meu valor.
O tempo me ensinou.
Que quem tenta me diminuir, não sabe o que eu suporto.
Hoje não corro atrás de aplausos, ou de aprovações.
Quem conhece a sua própria força, não vive de opiniões.
Aquele pequeno que vocês pisaram, cresceu no escuro onde vocês o abandonaram.
Agora o meu nome tem peso de aço e tomo o que é meu em cada passo.
Não sou o mesmo de antes, os ares me mudaram, o mundo tentou me dobrar, mas foi ele que se dobrou.
Não imploro, não explico, não me curvo, eu fico, eu sei o meu valor e não volto atrás.
Quem tiver dúvidas dos meus passos, vai viver mais.
Eu sei o meu valor e não peço permissão, o homem que me tornei não vive de aprovação.
Eu sei o meu valor e isso basta.