[Feminina]
Falaram baixo quando eu caí,
Mas esqueceram tudo o que eu construí.
Andei na sombra, perdi direção,
Mas encontrei força na escuridão.
Promessas vazias, vozes no ar,
Gente que ficou só para julgar.
Aprendi cedo a não desistir,
Quando tudo dizia para eu partir.
[Refrão – Ambos]
Depois da queda eu aprendi a voar,
Quem me viu no chão não me vai parar.
Da dor fiz ponte, do medo fiz chama,
Hoje o meu nome já não se apaga.
Se o mundo fecha, eu volto a abrir,
Se a noite pesa, eu volto a subir.
Não foi o fim, foi direção,
A queda virou evolução.
[Masculina]
Eu já senti o peso do olhar,
De quem não acredita, só sabe falar.
Bolso vazio, cabeça em guerra,
Mas pé firme cravado na terra.
Queimei pontes, perdi sinais,
Fui traído por ideais.
Mas cada erro virou visão,
Cada ferida virou ambição.
[Ponte – Feminina suave]
O silêncio ensinou-me mais que aplauso,
A dor afinou o meu próprio traço.
[Masculina entra]
Hoje não corro atrás do passado,
Sou tempestade depois do estado.
[Refrão Final – Ambos forte]
Depois da queda eu aprendi a voar,
Quem me viu no chão não me vai parar.
Se o mundo testa, eu volto maior,
Quem sobrevive à dor já perdeu o temor.
Da queda nasce direção,
Do caos nasce transformação.
Se caímos foi para perceber:
Que o chão também ensina a crescer.