[Intro]
Sussurros de chuva em vidro frio, Nécio.
O silêncio dobra a lembrança na mesa de jantar.
[Verse 1]
Café pela metade, risos que pararam no suspiro,
Coringas de algodão encolhidos entre as mãos.
Duas cadeiras vazias desenham o futuro que não vem,
E cada minuto é uma página que cai sem peso.
[Pre-Chorus]
Eu guardo a rima do teu beijo no bolso do tempo,
E cada manhã parece uma promessa que não se cumpre.
[Chorus]
Amor que escorre devagar, doce e ácido ao mesmo tempo,
Rituais que se repetem como um mapa sem rota,
Memórias que insistem na mesa, no copo, no vento—
Nécio, o que era nosso fica dolorosamente perto e longe.
[Verse 2]
Gotas do chá que você deixava esfriar na varanda,
O riso que devolve o silêncio quando a cadeira range.
Sinais pequenos, sinais de fim que não dizemos,
E o amanhã desenhando um lugar que não existe mais.
[Pre-Chorus]
Eu guardo a rima do teu beijo no bolso do tempo,
E cada manhã parece uma promessa que não se cumpre.
[Chorus]
Amor que escorre devagar, doce e ácido ao mesmo tempo,
Rituais que se repetem como um mapa sem rota,
Memórias que insistem na mesa, no copo, no vento—
Nécio, o que era nosso fica dolorosamente perto e longe.
[Bridge]
Se o futuro é silêncio, que o presente seja seu sussurro,
Se te fui pão, que ainda tenha o teu sabor de pão assado.
[Chorus]
Amor que escorre devagar, doce e ácido ao mesmo tempo,
Rituais que se repetem como um mapa sem rota,
Memórias que insistem na mesa, no copo, no vento—
Nécio, o que era nosso fica dolorosamente perto e longe.
[Outro]
Até a última colher de açúcar sabe da tua ausência, Nécio.