[Verso 1]
Já vi muita gente bonita sem presença
muita conversa funda sem consistência
olhares vazios cobertos de aparência
e promessas curtas sem permanência
Tu não.
Tu tens calma no caos da avenida
dessas almas raras difíceis hoje em dia
entraste devagar na minha rotina
e sem dar por isso mudaste a energia
Agora até o silêncio comunica
há paz quando a tua voz fica
e eu que vivia em guerra comigo
hoje abrando só porque te sinto comigo
[Refrão]
Porque há pessoas que passam
como fumo perdido na cidade
e há outras que permanecem
mesmo depois da saudade
Tu ficas…
na maneira como eu penso
na calma depois do peso
e no lado mais intenso
[Verso 2]
Noites longas, luzes na estrada
eu e tu, conversa cruzada
o teu olhar a cortar a madrugada
e a minha mente finalmente descansada
Já não quero jogos superficiais
nem afectos rápidos e banais
quero ligação daquelas reais
que sobrevivem até aos temporais
Bass no carro, chuva no vidro
a cidade inteira sem equilíbrio
e nós os dois contra o ruído
como quem encontrou abrigo no perigo
[Ponte]
Tu não chegaste fazendo barulho
chegaste fazendo sentido
[Outro]
E talvez seja por isso
que mesmo quando não estás aqui…
permaneces