[Intro]
Dói o silêncio na varanda, o vento traz o sertão no olhar
O chão de terra guarda pegadas de quem ficou pra lutar
[Verse 1]
No pé da serra o casal se encontrou, promessas ao pôr do sol
Ela é chama que não apaga, ele é o chão que não se levou
A vida no interior ensina a amar com humildade
Entre cavalos, dinheiro curto, mas muito que é verdade
[Chorus]
Lágrima na poeira do caminho, saudade que não quer calar
Promessas feitas à beira do rio, vão resistindo ao tempo passar
União de mãos calejadas, conhecimento que não se dobra
No peito do homem simples mora o orgulho que não se corta
[Verse 2]
Segunda-feira de festa no terreiro, pinga e viola para animar
Os amigos riem alto, a vida simples sabe celebrar
Mas quando a tarde cai, lembranças de um reencontro distante
A distância ensina o valor da vida do interior, constante
[Chorus]
Lágrima na poeira do caminho, saudade que não quer calar
Promessas feitas à beira do rio, vão resistindo ao tempo passar
União de mãos calejadas, conhecimento que não se dobra
No peito do homem simples mora o orgulho que não se corta
[Bridge]
Se a estrada é longa e o céu é cinza, o coração sabe esperar
Há humildade na coragem, há coragem em perdoar
[Chorus]
Lágrima na poeira do caminho, saudade que não quer calar
Promessas feitas à beira do rio, vão resistindo ao tempo passar
União de mãos calejadas, conhecimento que não se dobra
No peito do homem simples mora o orgulho que não se corta
[Outro]
E quando o sol se despede, o sertão fica a cantar
Que o amor que é raiz do chão nunca deixa de amar